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Misterios do rei artur

Livro de apoio para a interpresação dos mitos.

A linguagem dos deuses

Filme Excalibur

Excalibur
Povo celta

Os celtas ocuparam vastas regiões da Europa, desde a Europa Central até a Península Ibérica, incluindo as Ilhas Britânicas e partes da Ásia Menor. Hoje, esses territórios correspondem a países como França, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, entre outros.

 

HISTÓRIA

Originários do Vale do Danúbio, os celtas são povos indo-europeus que se expandiram pela Europa a partir do século XIII a.C. Foram os principais introdutores da metalurgia do ferro, com destaque para as culturas Hallstatt e La Tène. Nunca formaram um império unificado, mas compartilhavam língua, espiritualidade e costumes. Com a conquista romana, foram empurrados para as extremidades ocidentais da Europa, onde parte de sua cultura e línguas sobreviveu.

 

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL

Organizavam-se em tribos independentes, lideradas por reis ou chefes guerreiros escolhidos por mérito. A estrutura era aristocrática, com quatro classes principais: druidas, guerreiros/nobres, cidadãos livres e escravos.
A igualdade de gênero era notável: mulheres tinham voz política e direitos como o de anular casamentos insatisfatórios, e eram representadas por deusas poderosas e independentes.

 

DRUIDAS

Eram os líderes espirituais, sábios e guardiões do saber celta. Atuavam como sacerdotes, juízes, professores, médicos e astrônomos. Detinham grande prestígio e mantinham as tradições oralmente, evitando registros escritos. Havia também mulheres druidas, geralmente profetisas.

ECONOMIA

Baseada na agricultura, pecuária, metalurgia, comércio e pilhagens. Produziam armas, joias e ferramentas com grande habilidade. Em alguns territórios cunhavam moedas.

 

RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

O cotidiano celta era impregnado de religiosidade. Acreditavam na Deusa-Mãe, em divindades naturais e na vida após a morte (o “Outro Mundo”). Honravam os elementos e os ciclos da natureza. Os rituais eram realizados ao ar livre, especialmente em florestas de carvalho e círculos de pedra como Stonehenge. Há registros tanto de práticas politeístas quanto monoteístas (como o culto ao deus-fogo Beal).

 

FESTIVAIS CELTAS

  1. Samhain (1º de novembro)
    Marca o início do ano celta. Celebra os ancestrais e a conexão com o Outro Mundo. Era comum o uso de fogo sagrado, sacrifícios e práticas de adivinhação. Inspira tradições modernas como o Halloween.

  2. Imbolc (1º de fevereiro)
    Celebra o fim do inverno e o retorno da luz. Dedicado à deusa Brigid, ligada à cura, inspiração e forja. É tempo de bênçãos, planos e renascimento. No Hemisfério Sul, conecta-se ao fim do verão e às chuvas transformadoras.

  3. Beltane (1º de maio)
    Festa da fertilidade e do fogo sagrado. Honra o verão e a abundância. Inclui rituais de purificação, casamentos simbólicos (rei e rainha de maio) e práticas de fertilidade. Os fogos eram centrais nos rituais.

  4. Lughnasadh (1º de agosto)
    Festival das colheitas, criado em honra ao deus Lugh. Marcado por casamentos, rituais de abundância e festas. Em algumas regiões, havia orgias rituais e sacrifícios simbólicos. Representa gratidão e conexão com a terra.

 

REI ARTUR E OS CAVALEIROS DA TÁVOLA REDONDA

 

ORIGEM DA LENDA

O Rei Artur é uma figura lendária da literatura medieval britânica, possivelmente baseada em um líder militar do século VI que lutou contra invasões saxônicas. As histórias evoluíram ao longo dos séculos, misturando elementos históricos com fantasia e ideais cavaleirescos.

 

A HISTÓRIA CENTRAL

Artur tornou-se rei ao retirar a espada Excalibur de uma pedra, provando ser o escolhido para governar a Bretanha. Estabeleceu sua corte em Camelot, um reino idealizado que representava justiça, honra e prosperidade. Casou-se com Guinevere e foi auxiliado pelo mago Merlin em sua jornada.

 

A TÁVOLA REDONDA

O símbolo mais famoso do reinado de Artur era a Távola Redonda - uma mesa circular onde os cavaleiros se sentavam como iguais, sem hierarquia de posições. Esta mesa simbolizava a irmandade, a igualdade entre os nobres e os ideais de cavalaria.

 

OS CAVALEIROS PRINCIPAIS

Lancelot - Considerado o maior cavaleiro, mas seu amor proibido por Guinevere eventualmente contribuiu para a queda de Camelot.

Gawain - Sobrinho de Artur, cuja força aumentava com o sol.

Gareth e Gaheris - Irmãos de Gawain, também sobrinhos do rei.

Tristan - Famoso por sua história de amor trágica com Isolda.

 

A BUSCA DO SANTO GRAAL

Uma das aventuras mais conhecidas foi a busca pelo Santo Graal - o cálice usado na Última Ceia e para coletar o sangue de Cristo. Esta missão testou a pureza espiritual dos cavaleiros e simbolizou a busca pela perfeição divina.

 

A QUEDA DE CAMELOT

O reino ideal eventualmente desmoronou devido a traições internas. O romance entre Lancelot e Guinevere, as ambições de Mordred (filho bastardo de Artur) e conflitos entre os cavaleiros levaram à batalha final de Camlann, onde Artur foi mortalmente ferido.

 

LEGADO E SIGNIFICADO

As lendas arturianas representam ideais atemporais de liderança justa, código de honra, lealdade e a busca pela perfeição moral. Influenciaram profundamente a literatura ocidental e continuam inspirando obras modernas, simbolizando a tensão entre ideais nobres e a fragilidade humana.

A história de Artur e seus cavaleiros permanece como uma das mais poderosas narrativas sobre heroísmo, sacrifício e a eterna luta entre o bem e o mal.

 

MERLIN – O ARQUÉTIPO DO DRUIDA

Merlin (ou Myrddin, no galês original) é um dos personagens mais antigos da tradição celta bretã. Originalmente, ele era um profeta, mago e poeta selvagem, com forte conexão com os druidas, a natureza e o Outro Mundo.
Ele representa o sábio iniciador, o guardião dos mistérios, e é frequentemente associado ao arquétipo do xamã ou mago arquetípico, que vive entre mundos. Sua figura foi posteriormente moralizada e reinterpretada como conselheiro do rei.

 

SÍMBOLOS E ARQUÉTIPOS

Excalibur: A espada mágica, símbolo do poder sagrado. Na tradição celta, armas mágicas eram comuns, representando dons espirituais e proteção divina.

A Távola Redonda: Expressa a ideia de igualdade entre guerreiros, em sintonia com a estrutura tribal celta, onde o conselho era mais importante que o trono.

O Graal / Caldeirão: Na mitologia celta, o caldeirão é símbolo da deusa, da abundância e da vida eterna. Foi transformado pela tradição cristã no cálice sagrado de Cristo.

Morgana (Morgaine): Originalmente uma deusa ou sacerdotisa celta, depois transformada em vilã ou bruxa nas versões cristianizadas. Em muitas releituras contemporâneas, ela volta como guardadora dos mistérios femininos.

 

Função Mítica e Iniciação

 

A lenda arturiana pode ser lida como um mito de iniciação, tanto para o masculino quanto para o feminino:

  • Artur precisa provar seu valor, receber a espada, fundar um reino e buscar o Graal — ou seja, passar por um caminho de evolução espiritual.

  • Merlin o guia como mestre iniciador, mas também é quem se retira quando Artur atinge maturidade.

  • As figuras femininas (Guinevere, Morgana, Damas do Lago) representam diferentes aspectos do feminino arquetípico que o herói precisa integrar.

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